Espondilite Anquilosante

on 28/07/2020 in Destaque, Vale Infusões

Na segunda-feira, 27 de julho, a psicoterapeuta e coordenadora do Projeto Institucional Multidisciplinar Cuide-se, Kátia Medeiros, conversou com o analista financeiro, Daniel A. C. Gramignoli, ex-jogador profissional de vôlei e diagnosticado com espondilite anquilosante em 2011.

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que ocorre principalmente nas vértebras da coluna
nas articulações (juntas) que ficam na região das nádegas, conhecidas como articulações sacro-ilíacas. “Foi uma dor que eu nunca senti. Dor extremamente forte e pontuda. Comecei a sentir uma dor na parte externa da perna, foi ficando constante e começou a doer até para andar. Só que, na época, achávamos que era nervo ciático, tratava e tratava e não passava”, contou o ex-atleta.

O diagnóstico veio em 2011, quando Gramignoli começou a sentir as constantes dores, o atleta estava no auge da carreira profissional. Um ano pré olímpico atuando pela seleção brasileira de vôlei e recém contratado por um grande clube do estado de Minas Gerais.

“Foi um ano antes da Olimpíadas de Londres, estava na Seleção Brasileira. E sentia muitas dores pela manhã e um dia acordei com o olho vermelho, parecia uma conjuntivite. Fui no oftalmologista e ele diagnosticou Uveíte. A partir daí eu comecei uma bateria de exames, foi descartando outras patologias e o médico disse que podia ser Espondilite Anquilosante”, lembrou.

Amparado por diversos profissionais e ainda resistindo aos limites físicos e psicológicos  do corpo, o atleta continuou a carreira no vôlei e iniciou o tratamento com base de anti-inflamatórios.“Nos primeiros meses quase não fazia efeito, fiquei um ano no tratamento convencional com anti-inflamatórios. A força diminuiu muito. Fiquei assustado, conseguia treinar, mas via que não era a mesma coisa. Fiquei um ano assim, até que eu descobri o Humira, quando eu comecei a tomar essa medicação 95% das dores que eu sentia sumiram. Mas a força, virilidade física e potência eu percebi que não era mais a mesma”.

Em 2013, no final da temporada da Superliga de Vôlei o atleta resolveu se aposentar das quadras. “ Chega um momento que você tem que tomar uma decisão, conversei com a minha família. Decidi parar, minha família me apoiou bastante. Foi um período de adaptação, como tudo na vida”.

Hoje Daniel continua seu tratamento pratica atividades esportivas e tem uma vida normal. ”Sempre faço tratamento médico e exercícios físicos. Quando você para de sentir dores, você começa a dar valor para as pequenas coisas, como escovar os dentes sem dor.

Daniel finalizou a entrevista dizendo sobre a importância de não desistir. “É fundamental que você busque um tratamento que seja bom para você, que você encontre profissionais que te ajudem a achar o que é bom. O quanto antes você for atrás melhor. Vai sobreviver quem se adapta melhor ao ambiente, assim qualquer situação você consegue enfrentar. Tem que tentar passar por cima disso e mudar o Mindset. Tentar se reinventar e buscar algo que te motive novamente”.  


*O Projeto Institucional Multidisciplinar Cuide-se é destinado aos nossos pacientes portadores de doenças inflamatórias e que necessitam de infusão ou aplicação de medicamento na clínica em seu tratamento contínuo, o Projeto oferece acompanhamento com Nutricionista, Fisioterapeuta e Psicólogo, com objetivo de auxiliar na busca da qualidade de vida, equilíbrio e autonomia.

Reumatologia pediátrica

on 15/06/2020 in Destaque, Vale Infusões

Em geral, quando pensamos em “reumatismo”, lembramos de doenças que acometem pessoas adultas e idosas. Embora sejam menos frequentes, também encontramos doenças reumáticas nas crianças e adolescentes, inclusive, já desde o nascimento, o que, felizmente é muito raro.

Os sintomas observados nas crianças são muito parecidos com os sintomas dos adultos, como dores nas articulações, fraqueza e rigidez articular. Mas existem algumas condições que são próprias da criança, a mais comum delas é a dor persistente nos membros, em geral, nas pernas. Algumas vezes estes quadros podem causar dano e limitações permanentes à criança.

A área da medicina que se dedica a estudar e tratar essas doenças é chamada de “Reumatologia Pediátrica”. Esta especialidade surgiu na década de 1950, a partir da reumatologia. A observação de casos em crianças mostrou que, embora as doenças sejam parecidas, algumas manifestações clinicas, a evolução e a resposta do organismo ao tratamento nos pequenos pacientes apresentavam diferenças importantes em relação aos adultos.

Atualmente se sabe que não somente a resposta ao tratamento é diferente entre crianças e adultos, mas também as doses e a maneira de se utilizar os medicamentos. Também, são diferentes as complicações e possíveis efeitos colaterais. Além disso há diferenças nas necessidades e formas de reabilitação, a fim de conduzir a criança com doenças reumática a uma vida adulta produtiva e, se possível, sem limitações.

Os principais sinais de alerta para doenças reumáticas em crianças são: dores com ou sem inchaço nas articulações (juntas); dores persistentes, sem causa aparente, nos braços e pernas; fraqueza muscular ou desanimo progressivos; febre por mais de três semanas consecutivas; perda de peso sem explicação e perda da capacidade para executar tarefas normais do dia a dia, as quais a criança já realizava normalmente sem ajuda.

Diante destas manifestações é prudente procurar um especialista, evitando o uso de medicamentos por conta própria ou remédios caseiros. O seu médico é a pessoa mais indicada para avaliar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Texto: Fabio Augusto Salles Ultchak – CRM 71088 SP