Espondilite Anquilosante

Espondilite Anquilosante

Na segunda-feira, 27 de julho, a psicoterapeuta e coordenadora do Projeto Institucional Multidisciplinar Cuide-se, Kátia Medeiros, conversou com o analista financeiro, Daniel A. C. Gramignoli, ex-jogador profissional de vôlei e diagnosticado com espondilite anquilosante em 2011.

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que ocorre principalmente nas vértebras da coluna
nas articulações (juntas) que ficam na região das nádegas, conhecidas como articulações sacro-ilíacas. “Foi uma dor que eu nunca senti. Dor extremamente forte e pontuda. Comecei a sentir uma dor na parte externa da perna, foi ficando constante e começou a doer até para andar. Só que, na época, achávamos que era nervo ciático, tratava e tratava e não passava”, contou o ex-atleta.

O diagnóstico veio em 2011, quando Gramignoli começou a sentir as constantes dores, o atleta estava no auge da carreira profissional. Um ano pré olímpico atuando pela seleção brasileira de vôlei e recém contratado por um grande clube do estado de Minas Gerais.

“Foi um ano antes da Olimpíadas de Londres, estava na Seleção Brasileira. E sentia muitas dores pela manhã e um dia acordei com o olho vermelho, parecia uma conjuntivite. Fui no oftalmologista e ele diagnosticou Uveíte. A partir daí eu comecei uma bateria de exames, foi descartando outras patologias e o médico disse que podia ser Espondilite Anquilosante”, lembrou.

Amparado por diversos profissionais e ainda resistindo aos limites físicos e psicológicos  do corpo, o atleta continuou a carreira no vôlei e iniciou o tratamento com base de anti-inflamatórios.“Nos primeiros meses quase não fazia efeito, fiquei um ano no tratamento convencional com anti-inflamatórios. A força diminuiu muito. Fiquei assustado, conseguia treinar, mas via que não era a mesma coisa. Fiquei um ano assim, até que eu descobri o Humira, quando eu comecei a tomar essa medicação 95% das dores que eu sentia sumiram. Mas a força, virilidade física e potência eu percebi que não era mais a mesma”.

Em 2013, no final da temporada da Superliga de Vôlei o atleta resolveu se aposentar das quadras. “ Chega um momento que você tem que tomar uma decisão, conversei com a minha família. Decidi parar, minha família me apoiou bastante. Foi um período de adaptação, como tudo na vida”.

Hoje Daniel continua seu tratamento pratica atividades esportivas e tem uma vida normal. ”Sempre faço tratamento médico e exercícios físicos. Quando você para de sentir dores, você começa a dar valor para as pequenas coisas, como escovar os dentes sem dor.

Daniel finalizou a entrevista dizendo sobre a importância de não desistir. “É fundamental que você busque um tratamento que seja bom para você, que você encontre profissionais que te ajudem a achar o que é bom. O quanto antes você for atrás melhor. Vai sobreviver quem se adapta melhor ao ambiente, assim qualquer situação você consegue enfrentar. Tem que tentar passar por cima disso e mudar o Mindset. Tentar se reinventar e buscar algo que te motive novamente”.  


*O Projeto Institucional Multidisciplinar Cuide-se é destinado aos nossos pacientes portadores de doenças inflamatórias e que necessitam de infusão ou aplicação de medicamento na clínica em seu tratamento contínuo, o Projeto oferece acompanhamento com Nutricionista, Fisioterapeuta e Psicólogo, com objetivo de auxiliar na busca da qualidade de vida, equilíbrio e autonomia.