Reumatologia pediátrica

Reumatologia pediátrica

Em geral, quando pensamos em “reumatismo”, lembramos de doenças que acometem pessoas adultas e idosas. Embora sejam menos frequentes, também encontramos doenças reumáticas nas crianças e adolescentes, inclusive, já desde o nascimento, o que, felizmente é muito raro.

Os sintomas observados nas crianças são muito parecidos com os sintomas dos adultos, como dores nas articulações, fraqueza e rigidez articular. Mas existem algumas condições que são próprias da criança, a mais comum delas é a dor persistente nos membros, em geral, nas pernas. Algumas vezes estes quadros podem causar dano e limitações permanentes à criança.

A área da medicina que se dedica a estudar e tratar essas doenças é chamada de “Reumatologia Pediátrica”. Esta especialidade surgiu na década de 1950, a partir da reumatologia. A observação de casos em crianças mostrou que, embora as doenças sejam parecidas, algumas manifestações clinicas, a evolução e a resposta do organismo ao tratamento nos pequenos pacientes apresentavam diferenças importantes em relação aos adultos.

Atualmente se sabe que não somente a resposta ao tratamento é diferente entre crianças e adultos, mas também as doses e a maneira de se utilizar os medicamentos. Também, são diferentes as complicações e possíveis efeitos colaterais. Além disso há diferenças nas necessidades e formas de reabilitação, a fim de conduzir a criança com doenças reumática a uma vida adulta produtiva e, se possível, sem limitações.

Os principais sinais de alerta para doenças reumáticas em crianças são: dores com ou sem inchaço nas articulações (juntas); dores persistentes, sem causa aparente, nos braços e pernas; fraqueza muscular ou desanimo progressivos; febre por mais de três semanas consecutivas; perda de peso sem explicação e perda da capacidade para executar tarefas normais do dia a dia, as quais a criança já realizava normalmente sem ajuda.

Diante destas manifestações é prudente procurar um especialista, evitando o uso de medicamentos por conta própria ou remédios caseiros. O seu médico é a pessoa mais indicada para avaliar o problema e iniciar o tratamento adequado.

Texto: Fabio Augusto Salles Ultchak – CRM 71088 SP